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“2039: Ficção ou Profecia?”

Autor: Carlos Russo Jr.

Ano: 2013.

Sinopse: “2039” é uma novela de ação, de brutalidade, da maldade humana que atingiu o seu ápice quando o poder conseguiu libertar-se de todas as amarras civilizatórias para oprimir, destruir e enriquecer a casta que ele representa. Sociedade tremenda que esmaga pela urgência do lucro, pelo consumo e pela ostentação.

Esse é um mundo ficcional que é transportado para o futuro, mas cujos vírus já estão inoculados na sociedade. Não deixa de ser um delírio, e o autor, nesse delírio gera a possibilidade de cura com um enorme berro de alerta! E 2039 é antes de tudo um grito de alerta contra os germes da intolerância, da maldade, do preconceito e, principalmente, da exclusão social.

O mal quando se banaliza não comporta limites. É o ódio que sempre recria o caos em um processo vertiginoso, dele se reabastecendo, caos feito de destruição de quaisquer esperanças construídas. Mas será que o homem é capaz de sobreviver num mundo sem esperanças, do qual todos os vestígios de superestrutura social que tendem a integrá-lo foram abolidos? Será que a Nova Ordem será capaz de sufocar e escravizar os trabalhadores, de praticar o extermínio físico dos dispensáveis sociais?

Resta sempre uma pergunta sem resposta: a raça humana bastarda e oprimida em seu limite máximo, ainda é capaz de agitar-se sob a dominação, de resistir a tudo o que a esmaga?

O cenário das ações é a cidade do Rio de Janeiro, comunidade-teste de um Brasil rico, imensamente rico pela exploração do petróleo, do xisto betuminoso, dos minérios raros, paraíso do agronegócio exportador de água. O Rio, uma cidade transformada, desfigurada pelo “apartheid” social,  degradada pela poluição e destruição daquela que fora um dia uma Cidade Maravilhosa. De um lado são segregados os dispensáveis; de outro, os trabalhadores- escravos; e finalmente, as altas classes sociais. Acima de todos eles o poder do dinheiro, do consumo, do terror e da burocracia de um Estado totalitário.

A ficção se cinge de profecia ao correlacionar-se com 1939, o nazismo em seu auge que deflagra guerra à civilização. Em 1940, ele crê que em breve será o senhor de todo o mundo. Entretanto, em 1945, estará destruído. Em “2039”, a ficção coloca o Estado Totalitário no auge de sua supremacia. Mas sempre haverá 2045 a sobressaltá-lo, a cintilar nos corações dos “humanos dispensáveis e dos escravizados” a chama da esperança.

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