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“O Conto dos Contos”

Autor: Carlos Russo Jr.

Ano: 2014.

Sinopse: Baseado em: “Lo cunto de li cunti, ovvero lo trattenemiento de peccerille”, escrito por Giambattista Basile, publicado entre 1634 e 1636.

Basile usou o dialeto napolitano para remanejar conteúdos originários de novelas, de mitos, de jargões, de poemas cômicos, de histórias antigas e de momentos de seu povo, principalmente aquele da região de Nápoles, para organizar uma coletânea de histórias populares. Na realidade, trata-se de histórias fantásticas inseridas num contexto histórico com forte conteúdo moralista, destinadas a serem contadas em sociedade, nos saraus da época.

A narrativa é repleta de seres inanimados e imaginários, que dinamizam a realidade ressaltando sempre o estranho e o bizarro. Seres sobrenaturais como ogros, megeras, bruxas e fadas, mergulham-nos no mais antigo substrato pagão. De todo modo, o impulso para o maravilhoso permanece predominante, mesmo se confrontado com a intenção moralista. E o moral da fábula está sempre implícito na vitória das virtudes simples, das personalidades boas e no castigo das perversidades igualmente simples e absolutas dos malvados.

“Lo Cunto de li cunti” foi o primeiro afloramento significativo de contos maravilhosos no plano da literatura europeia. Charles Perrault, no final do século XVII, teve por base Basile para criar um conjunto de fábulas a serem contadas na corte de Luís XIV, como é o caso de “A Bela Adormecida”, de “O Gato de Botas” e da “Cinderella”. Do mesmo modo, as versões dos Irmãos Grimm para “A Bela Adormecida” e “Rapunzel”, dentre outras, possuem uma influência direta de “Lo Cunto de li cunti”.

Apesar de todas suas virtudes os trabalhos de Giambatista Basile permanecem até hoje pouco conhecidos. Não possuímos notícia de que tenham sido um dia, publicados em Língua Portuguesa.

Meu trabalho inseriu uma contribuição pessoal, espero que adequada, aos textos de Giambattista Basile. Como toda fábula popular vale pela urdidura e por aquilo que nela se tece, por aquele tanto de novo que a ela sempre é agregado ao passar de boca em boca, de caneta a caneta.

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