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"Textos e Contexto de Machado de Assis aos Modernistas"

O Modernismo e a Semana de 22.

O Espírito Moderno.

Na a Europa, um Mundo Novo nascia junto com o século XX! Afirmava na Noruega o grande dramaturgo Henrik Ibsen, um dos profetas do novo: “A grande tarefa de nossa época é fazer explodir todas as instituições existentes- destruir... A destruição é, como a criação, uma necessidade dessa marcha que impulsiona os homens”.

Nietzsche mais que qualquer outro filósofo expressou esse espírito: “O mundo que sobreviveu à morte de Deus exige uma nova arquitetura mental, ato renovador de energia e vontade”, pois “toda criação implica aniquilar e destruir valores”. O homem moderno é filho de uma época fragmentada, pluralista, doente e estranha.

Camus retratou com enorme felicidade o sentimento dos artistas e dos pensadores modernos europeus: “início do tempo de exílio, a busca infindável de justificativas, a nostalgia difusa, as questões mais dolorosa, mais devastadoras, as questões do coração que pergunta a si próprio: onde poderei sentir-me em casa?”

Como mola mestra do tempo moderno, ideia central, é que as formas “tradicionais” das artes, a organização social e a vida cotidiana haviam se tornado todas elas ultrapassadas, estavam se colapsando. A palavra parecia desraigada e as imagens perdiam sua coerência, os símbolos sua transcendência. Logo, o modernismo cria para si próprio a negação e o questionamento permanente, substituindo-se o que já fora trocado pelo “novo” do novo.

Em épocas de transição e crise os homens sentem a falta do ar e têm pressa de alcançar uma saída. A ansiedade é permanente e este clima terá seu reflexo tanto na filosofia quanto nas artes. Ressurge com vigor a busca pela vida direta com a natureza, nua, crua e irracional. A razão, o equilíbrio, a lógica formal cedem passo para certo irracionalismo; o instinto e a intuição conduzem ao aprofundamento da psicologia humana, à busca do inconsciente e do “eu profundo”.

Nas artes, muitos buscam o rompimento com o realismo formal, procurando na espontaneidade, na leveza de traços e no efeito, uma arte que expressasse a impressão da realidade, o simbolismo, o subjetivismo do artista. O reexame de cada aspecto da existência tornava-se um desafio permanente, o encontro das “marcas antigas” para substituí-las por novas formas, assinalando o caminho para o progresso.

O Modernismo europeu antecedeu em mais de uma década o nosso. Enquanto aquele, na perspectiva europeia do princípio do século, significava desencanto, desestruturação do homem das metrópoles associada à necessidade de reestruturação espiritual, no Brasil, o moderno quando nos chega, expressa por um lado um projeto estético de renovação, de ruptura com a linguagem tradicional, e por outro a visão benigna de uma natureza divinamente revestida e repleta de diversidades regionais, o que redundava numa perspectiva ufanista de um Brasil somente idealizado pela intelectualidade urbana.

Além disso, o Brasil e, principalmente São Paulo, atravessavam uma transformação socioeconômica resultante da industrialização acelerada, com a chegada de imigrantes que aportavam vivências e exigências de um mundo diferente do paternalismo, do coronelismo e do compadrio, tão entranhado em nossa cultura tradicional.

O modernismo aqui, portanto, estará inscrito num longo processo histórico e social, e extravasará largamente os limites do estético.

Frise-se que, ao chegar, o movimento modernista não encontrará apoio algum junto aos capitães da indústria paulista ou carioca. Será a parcela da refinada burguesia rural, mais culta e com forte influência francesa que estimulará os nossos jovens artistas da primeira geração modernista, cujo marco inicial será a Semana de Arte Moderna.

 A Semana de Arte Moderna de 1922.

A Semana de Arte Moderna talvez tenha sido o evento cultural mais marcante da história brasileira do século XX.

“Era uma vez um homem chamado Jacinto Silva que em 1921, tinha uma livraria na Rua 15 de Novembro, em São Paulo, a casa Editora ‘O Livro’. Todas as tardes lá se reuniam um poeta, um romancista e um pintor. Guilherme de Almeida, Oswald  de Andrade e Di Cavalcanti. Uma tarde o poeta leu na sala aos fundos da livraria, seu livro daquele ano. Depois outros autores leram outros livros e mais e mais gente foi chegando. Pintores e escultores, inclusive Brecheret fizeram exposições. Músicos tocaram. Foi quando nasceu a ideia de se fazer, nesse mesmo lugar, uma grande exposição de arte moderna, ilustrada com concertos de música e recitativos de poesias modernas. Tudo moderno.” (Carminha de Almeida, 1939).

Di Cavalcanti em “Viagens da minha vida” sustentou que ele sugerira a Paulo Prado, o mecenas filho da riquíssima aristocracia cafeeira de São Paulo, “a nossa semana, que seria uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana”.

Paulo Prado e, posteriormente, Garça Aranha não somente apoiaram, mas alargaram a ideia, este último achando preferível realizá-la em São Paulo que no Rio, sobretudo porque “lá há um grupo forte de modernistas, não só escritores, mas poetas e artistas plásticos.”

Referindo-se à Academia Brasileira de Letras e aos acadêmicos, disse Graça Aranha:

“É preciso reformar tudo aquilo, dar vida àquele cemitério. Vocês são moços, são estudantes, agitem a escola. Façam alguma coisa de novo, façam loucuras. Mas procurem espanar aquelas teias de aranha.”

A sala de leituras da Editora foi, surpreendentemente, substituída pelo Teatro Municipal. René Thiollier fora ao Palácio dos Campos Elíseos para falar com Washington Luís, que imediatamente cedera o teatro.

Formou-se também um comitê com o apoio do escol financeiro e mundano de São Paulo, formado por Alfredo Pujol, Armando Penteado, René Thiollier , Antônio Prado Junior. Outros ainda começaram a coleta de dinheiro para a realização do evento, principiando pelo seleto Automóvel Club.

Quer no boca a boca, nos murais, nos panfletos ou na imprensa, a propaganda da Semana de Arte Moderna foi feita com um enorme estardalhaço. O “Correio Paulistano”, sob o comando de Menotti del Picchia, acolhe os “avanguardistas” e  foi o jornal que melhor cobertura deu ao evento. Já o “O Estado de S. Paulo” publicou a seguinte nota em janeiro: “As colunas da secção livre estão à disposição de todos aqueles que, atacando a Semana de Arte Moderna, defendam o nosso patrimônio artístico”. Entretanto, dobrando-se à enorme tempestade desencadeada, no dia 3 de fevereiro publicou a programação dedicada aos dias 13, 15 e 17: No primeiro dia, “Pintura e Escultura”; no segundo, “Literatura e Poesia” e no terceiro, “Festival da Música”.

E ela aconteceu durante aqueles dias de fevereiro de 1922, tempo de tormentas tropicais em São Paulo, o que não impediu que multidões disputassem cada canto do Municipal na “Semana de Arte Moderna”.

Quadros, esculturas, desenhos pelos saguões e corredores; conferências, declamações, concertos, danças no palco. Ivone Daumier realizando dança moderna vestida de borboleta; Guiomar Novaes esquecendo em casa Chopin e tocando magistralmente Villa Lobos, Blanchet e Debussy…

Para uma assistência animada, que tanto aplaudia quanto vaiava, sem parar. Mário de Andrade, Graça Aranha, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade, Afonso Schmidt, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Villa Lobos, Sérgio Millier, John Grass, Zina Aita, Brecheret, todos agradeciam as palmas e as vaias com sorrisos de prazer. Ronald de Carvalho e Renato de Almeida protestavam quando ninguém os vaiava. O “Homem Amarelo” de Anita Malfatti atraía o olhar enviesado de muitas senhoras e contam que um senhor mais exaltado, usando a bengala, não se conteve: furou o olho do retrato de Lazar Segall. Tudo isso e muito mais nos reporta Carminha de Almeida.

Graça Aranha abriu a Semana com a conferência “Emoção estética na arte moderna”. “Da libertação de nosso espírito sairá a alma vitoriosa... São essas pinturas extravagantes, essas esculturas absurdas, essa música alucinada, essa poesia aérea e desarticulada. Maravilhosa aurora”!

Na Música tivemos performances de Guiomar Novaes, Villa-Lobos, Lucília Villa- Lobos, Ernani Braga e Alfredo Gomes. Guiomar Novaes executou ao piano “O ginete do Pierrozinho”, e Mário de Andrade comentará que Villa-Lobos abandonava conscientemente e de forma sistemática seu internacionalismo afrancesado, para se tornar a figura máxima da fase nacionalista.

Se a “Semana de Arte Moderna” teve claras influências francesas e italianas, como o Futurismo de Marinetti, ela igualmente concentrou os esforços do pensamento nacional e regionalista que tivera como precursores principais Lima Barreto, Euclides da Cunha e Monteiro Lobato.

Presentes estiveram esculturas de Brecheret, Leão Veloso e Haarberg. Dentre os pintores modernos destacavam-se obras de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Ferrignac, Zina Aita, Martins Ribeiro, Goeldi, Graz, Castello. A grande ausente era Tarsila, pois em 1920 embarcara para a Europa e somente regressaria após a Semana.

Mas a Semana foi realmente um escândalo! Declamavam-se poesias sem rima e nem métrica, falando de coisas não poéticas. Mário de Andrade confessa que não sabe como teve coragem de dizer versos sob uma vaia tão barulhenta. Mas foi com Oswald de Andrade que a plateia quase veio abaixo com vaias, insultos, impropérios: “Carlos Gomes é horrível, horrível!”, bradou na sua costumeira empolgação.

No dia 18 de fevereiro, o conservador “O Estado de S. Paulo” estampava: “Na última pagodeira da Semana Futurista foi preciso fechar as galerias para evitar que o palco se enchesse de batatas”. Respondeu-lhe Menotti del Picchia através do “Correio Paulistano”: “Nossa estética é de reação, como tal, guerreira... Queremos ar, luz, ventiladores, aeroplanos, reivindicações operárias, idealismos, motores, chaminés de fábricas, sangue, velocidade na nossa arte”.

Somente no ano seguinte, 1923, aquilo que havia sido tomado pela sociedade e pela Academia como uma “estudantada” ou uma “manifestação exibicionista de jovens artistas”, aquentou-se e tornou praticamente impossível o silêncio imposto pelos conservadores. Por volta de 1924 uma “estética modernista” fora alcançada e os antimodernistas perceberam que o moderno chegara para ficar.

 

O pós-Semana de 1922

Logo após a Semana, no dia 18 de maio de 1922, os modernistas paulistas começaram a publicar a Revista Klaxon (nome da buzina dos automóveis da época) que, segundo Alfredo Bosi, constituiu o primeiro esforço concreto do grupo para sistematizar os novos ideais estéticos ainda confusamente misturados nas noites barulhentas do Teatro Municipal. Na Klaxon duas linhas estéticas permaneciam mescladas: uma futurista, experimental, ligada à civilização da técnica e da velocidade e a outra primitivista, centrada na liberação e na projeção das forças do inconsciente. Para o líder dessa última corrente, Mário de Andrade, todos os artistas ora consciente, ora inconscientemente, eram sempre deformadores da natureza.

Em março de 1924, Oswald de Andrade publica o “Manifesto da poesia Pau-Brasil”. Formava-se o “grupo dos cinco”, com Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Menotti del Picchia. O primitivismo, a “simplicidade alcançada” e a crítica ao nacionalismo postiço eram as bases de seu programa. Mário de Andrade afasta-se do grupo e traçará um caminho próprio. Del Picchia também buscará uma alternativa, mas à direita do grupo original.

O grupo “Pau-Brasil” evoluirá inclinando-se ideologicamente para a esquerda e, em 1928 fundará o “Movimento Antropofágico”. Este propunha a “devoração” cultural das técnicas importadas para reelaborá-las com autonomia, convertendo-as em produto de exportação.

Outra corrente cultural surgia, o “Movimento Verdeamarelo”, liderada por del Picchia, Cândido Mota e Plínio Salgado. Nacionalista e conservador, o movimento dará origem ao “Grupo da Anta”, com a incorporação de Cassiano Ricardo, seguindo nas pegadas do futurismo fascista do italiano Marinetti, terminando por desaguar no integralismo brasileiro. 

Serão duas vertentes intelectuais que se tornarão absolutamente opostas na década seguinte. Respondendo a uma provocação dos Antas, dizem os Antropofágicos: “Antropofagia é simplesmente a ida (e não o regresso) ao homem natural, anunciada por todas as correntes da cultura contemporânea e garantida pela emoção muscular de uma época maravilhosa, a nossa. O homem natural que nós queremos pode ser branco, andar de casaca e de avião. Mas pode também ser preto e índio. Por isso o chamamos de antropófago e não tolamente de “tupi” ou “pareci”. Nem queremos, como os meninos do ‘verdeamarelo’, restaurar coisas que perderam o sentido – a anta, a senhora burguesa, o soneto, a Academia. Os ‘verdeamarelos’ querem mesmo é o gibão e a escravatura moral, a colonização do europeu arrogante e idiota e no meio disso tudo o guarani de Alencar dançando valsa.”

Na maturidade do movimento, Oswald de Andrade buscará fundamentação filosófica para a antropofagia, ligando-a a Nietzsche, ao materialismo dialético de Engels, e à religiosidade matriarcal de  Bachofen, tendo escrito a respeito até mesmo teses, como a “Decadência da filosofia messiânica”, incluído em “A Utopia antropofágica e outras utopias”.

Longe do ruído incessante dos paulistas, em 1924, Graça Aranha pronuncia no Rio de Janeiro a conferência “Espírito Moderno”, numa tentativa de renovação da Academia Brasileira de Letras. “Ou ela se renova ou morre”. Ao final, o velho escritor maranhense foi carregado em triunfo pelos novos escritores, dentre eles Tristão de Athayde e Augusto Frederico Schmidt.

O poeta Ronald de Carvalho e o dramaturgo Álvaro Moreira organizavam, em suas casas no Rio, saraus literários onde compareciam os jovens Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Melo Franco, Sérgio Buarque de Holanda e Prudente de Moraes Neto. Estes dois últimos fundaram, logo a seguir, a revista “Estética”, seguindo o caminho tracejado pela Klaxon paulista.

Em um de seus primeiros números de “Estética”, Manuel Bandeira dizia que queria o lirismo dos loucos, o lirismo dos bêbados, o lirismo dos “clowns” de Shakespeare, “não quero mais saber do lirismo que não seja libertação”.

Em Belo Horizonte, impulsionados pelo movimento paulista, um grupo de mineiros se reunia para longos debates no Café Estrela e na Livraria Alves. Drummond de Andrade, Pedro Nava, Milton Campos, João Alphonsus, Abgar Renault eram os mais ativos. “Havia excesso de educação no ar de Minas... preciso é deseducar o mineiro” comentava Drummond. Em 1925, surgia a “A Revista”.

No interior, em Cataguases, um grupo de jovens intelectuais elabora a revista “Verde”, pela qual se entusiasmam os paulistas. Em 1929, surge uma nova publicação, “Leite criolo”, filiando-se ao Movimento Antropofágico.

No Rio Grande do Sul, o poeta Augusto Meyer será o líder do processo de renovação artística e Raul Bopp fará a ligação com a intelectualidade de São Paulo. Sob a coordenação de Teodomiro Tostes, surgirá a publicação “Madrugada”. Embora sem participarem diretamente da vanguarda, Mário Quintana e Érico Veríssimo vivenciam e se inserem no clima moderno.

O modernismo também chegou ao nordeste e ganhou seus primeiros adeptos. No Recife, Joaquim Inojosa, Guilherme de Almeida, Ascenso Ferreira. Inojosa lançará sua “Carta Literária”, um manifesto que agitará os intelectuais de Pernambuco e da Paraíba.

Em Pernambuco surgia o Centro Regionalista, fundado por Gilberto Freyre, em 1926. Nesse mesmo ano, dirigida por Albuquerque Neto, surge a “Revista do Norte”. Dentre seus colaboradores de Pernambuco: Barbosa Lima Sobrinho, Ascenso Ferreira, Luís Jardim; da Paraíba, José Américo de Almeida e José Lins do Rego; do Rio Grande do Norte, Câmara Cascudo e Jorge Fernandes; de Alagoas, Jorge de Lima.

“Destruir para criar”, este o lema adotado por Rachel de Queirós, sob o pseudônimo de Rita de Queluz, no Ceará, através do jornal “O povo”.

No Pará, a revista “Belém nova” e o grupo “Flaminiaçu” lideram o movimento. Em Manaus, o pessoal da revista “Redenção” foca as questões indigenistas.

No decorrer dos anos 20, o Modernismo apropriou-se do Brasil, de norte a sul e o final da década marcará o surgimento do assim chamado Modernismo de Segunda Geração.

A maioria da intelectualidade desta Segunda Geração, que se principia nos anos 30, desenvolverá as experiências já vivenciadas, como a liberdade temática, o gosto pela expressão atualizada ou inventiva, o verso livre e o anti- academicismo. Agora a poesia não mais necessitava ser tão combativa, na medida em que a linguagem poética modernista já estava estruturada. Atuou-se purificando sua forma e ampliando a temática de inquietação político-filosófica. A prosa, por sua vez, alargava sua área de interesse ao incluir preocupações novas de ordem política, social, econômica, humana e espiritual.

A consciência crítica faz-se presente mais do que nunca! Os escritores da Segunda Geração consolidaram em suas obras questões essenciais: a desigualdade brutal de renda, a vida cruel dos retirantes, os resquícios de escravidão, o coronelismo e o latifúndio. Questões sociopolíticas que se sobreporiam em cada canto de nossos múltiplos brasis.

O humor da Primeira Geração foi sucedido pela gravidade de espírito, pela seriedade da alma, de propósitos e de meios. A Segunda Geração, mesmo considerando-se que muitos dos seus participantes haviam integrado a anterior, assumiu uma postura distinta em relação ao mundo, um mundo fragmentado que enfrentaria a crise dos anos 30, os extremos do nazi-fascismo e do stalinismo, assim como a hecatombe da Segunda Guerra Mundial.

 

O contexto social e político do Brasil do ano de 1922 era portador de fraturas expostas. Além da ruptura produzida pela erupção do Moderno no mês de fevereiro, a efervescência da luta de classes levaria à fundação de organizações anarco-sindicais e do Partido Comunista do Brasil; nos quartéis se veria a eclosão do Movimento Tenentista com a revolta do Forte de Copacabana, em julho; no final do ano, o governo de Artur Bernardes, eleito fraudulentamente, decretaria o estado de sítio, que duraria até 1926!

 

Bibliografia

  1. Bradbury, M.. O Mundo Moderno. São Paulo, Companhia das Letras, 1989.

  2. Camus, A.. O Homem Revoltado, Rio de Janeiro, Ed. Record, 1996.

  3. Martins, W. O modernismo e a literatura brasileira, Ed. Cultrix, 1977.

  4. Folha de S. Paulo, 15 de maio de 1978.

  5. Lafetá, J.L., A dimensão da noite, São Paulo, Ed. Duas Cidades, 2004.

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