Carlos Gomes, glória do Brasil, “o Maior” nas palavras de Mário de Andrade!

“A Hora do Brasil”, criada no governo de Getúlio Vargas, entrava no ar diariamente desde 1935. O programa radiofônico mais antigo da América do Sul foi sempre precedido pelos acordes vibrantes e inconfundíveis da abertura da ópera “O Guarani”, de autoria de Antônio Carlos Gomes, o maior músico dramático brasileiro de todos os tempos, sem dúvida, o precursor e mestre do modernismo de Villa-Lobos.

Carlos Gomes, menino pobre, caipira, foi o homem simples que conheceu a glória na Itália, berço da música lírica, chegando a ser considerado pelo próprio Verdi como seu continuador. Considerado formalmente como a glória de nossa Pátria por D. Pedro II, foi o primeiro compositor brasileiro a se apresentar no mais conceituado teatro operístico de seu tempo, o Alla Scala de Milão.

O interiorano Antônio Carlos Gomes, contemporâneo de Machado de Assis com quem travaria relações pessoais, assinava nhô Tonico nas dedicatórias. Nasceu em Campinas, no ano de 1836, na casa humilde de um mestre de bandas. Sua vida foi, desde o princípio, marcada por perdas. Ainda criança, teve a mãe tragicamente assassinada. Seu pai, o músico autodidata Manuel José Gomes, levou uma vida de dificuldades. E foi na banda deste que Carlos Gomes irá fazer, em conjunto com seus irmãos, as primeiras apresentações para bailes e concertos.

Em parceria com um Bittencurt Sampaio, aos vinte anos, compôs o épico “Hino da Mocidade Acadêmica”, imediatamente adotado pela moçada das Arcadas da Faculdade de Direito do largo de São Francisco.

“Sois da Pátria esperança fagueira

Branca nuvem de um róseo porvir

Do futuro levais a bandeira

Hasteada na frente a subir”.

“Mocidade, eia avante, eia avante!

Que o Brasil sobre vós ergue a fé

Esse imenso colosso gigante

Trabalhai por erguê-lo de pé.”

Música e poesia, entretanto, não lhe pagavam o humilde pão do dia-a-dia: Tonico ganhava dinheiro costurando calças para alfaiatarias. Chuleava, pespontava, pregava botão, cerzia, pedalava a máquina de costura com muita perícia e ligeireza, sempre a assobiar alguma modinha.

Ao completar 23 anos, decidiu viajar ao Rio de Janeiro e matricular-se no Conservatório de Música. Foi com a conivência de diretores da Instituição que passou a frequentá-la irregularmente, sem pagar mensalidades. O Conservatório, dirigido pelo músico Francisco Manuel, seria amplamente recompensado por essa ação benemérita.

Na Capital, estudando durante o dia, o jovem caipira ainda costurava à noite adentro para se manter.

Por influência do maestro Francisco Manuel, no dia 4 de setembro de 1861, somente um ano após a sua chegada ao Rio, o Teatro Lírico Fluminense abriu-se para a primeira ópera do jovem campineiro. Os cantores da Imperial Academia de Música levaram à cena “A Noite do Castelo”, em três atos. O sucesso obtido foi estrondoso e Carlos Gomes foi levado para casa em triunfo por uma entusiástica multidão que o aclamava sem cessar.

Embora considerado como uma descoberta pela Corte, a saudade de Campinas e de seu velho pai lhe pesavam. Pensando na namoradinha distante, Ambrosina, Carlos Gomes escreveu uma pequena joia musical, que se chama “Quem sabe?”, cujos versos são até hoje conhecidos:

"Tão longe, de mim distante, aonde irá, aonde irá, meu pensamento...”

Dois anos após, ele apresentou um novo trabalho operístico, “Joana de Flandres”, que teve no camarote a aplaudi-lo ninguém menos que um fã entusiasta das artes, o Imperador D. Pedro II, que agraciara o campineiro com a Imperial Ordem da Rosa. Ao Conde d'Eu ele confidenciaria: "Vejo no moço um futuro mais promissor para a ópera em nosso país".

Carlos Gomes foi convidado a terminar seus estudos na Europa a expensas do Governo Imperial. O sentimento de gratidão de nhô Tonico para com o Imperador seria por toda a vida. Entretanto, foi por influência da Imperatriz Dona Teresa Cristina, napolitana e amante da música de Verdi que o destino de Gomes foi a Itália e não a Alemanha onde pontificava Wagner, primeira opção do Imperador.

Mário de Andrade, quase quarenta anos após, diria que o gênio de Gomes destacou-se tanto pelo estilo romântico, quanto pelo dramático de suas composições, um “verismo (de Verdi) com toques wagnerianos”.

Em 1866, Carlos Gomes recebia, em Milão, o diploma de mestre e compositor. Musicou “Se sa minga”, uma “rivista” levada à cena em janeiro de 1867 com grande êxito de público. A peça passava em revista os acontecimentos principais do ano que findara e que fora marcado por crise econômica e guerra. O sucesso abriu-lhe o caminho para o Teatro Alla Scala.

O acaso muitas vezes nos prepara grandes surpresas. Carlos Gomes desejava ardentemente um tema brasileiro que pudesse trabalhar na linguagem de Verdi. Diz a história que, em certa tarde de 1867, passeando pelo “duomo”, ouviu de um vendedor: "Il Guarany! Il Guarany! Storia interessante dei selvaggi del Brasile!" Era a primeira tradução para o italiano do romance de José de Alencar; o maestro adquiriu-o, amou-o e buscou um libretista que o transformasse em uma peça teatral.

Assim, surgiu a ópera imortal “Il Guarany”, que estreou de modo absolutamente consagrador em março de 1870, marcando época nos anais da casa. O idioma, que só poderia ser o italiano, teve todo o tempero tropical e a ópera é bem Brasil.

Quando da preparação da estreia, o famoso tenor Villani fora o escolhido para o papel de Peri; criou-se um problema: ele usava barbas, e recusava-se a raspá-las. Carlos Gomes protestou: "Onde se vira índio brasileiro barbado?" Mas, afinal, tudo se acomodou. O tenor era um dos grandes cartazes da época e não podia ser dispensado. Assim acabou cantando, após disfarçar os pelos, com pomadas e outros materiais.

A procura de instrumentos indígenas foi outro tormento para o maestro. Em trechos de música nativa eram necessários maracás, inúbias e, dentre outros, os chocalhos. Andou por toda a Itália sem nada encontrar, e foi preciso mandar fazê-los sob encomenda numa afamada fábrica de órgãos, na cidade de Bérgamo.

Carlos Gomes, aos trinta e cinco anos, tornou-se o primeiro compositor brasileiro a reger uma de suas obras no Teatro Alla Scala de Milão. O sucesso foi tal que autor teve de retornar ao palco ao final da apresentação, por dezoito vezes. O grande Verdi, patrono e mecenas de tantos novos talentos, na noite memorável, disse a respeito de Carlos Gomes: "Questo giovane comincia dove finisco io!" ("Este jovem começa onde eu termino!").

Na noite de 2 de dezembro de 1870, aniversário do Imperador D. Pedro II, em grande gala, “O Guarani” foi levado à cena no Teatro Lírico Provisório, na Capital Imperial. O maestro viveu, novamente, horas de intensa emoção e enorme prestígio.

Novas apresentações se sucederam e em uma delas o compositor ficou conhecendo o engenheiro André Rebouças, que o apresentaria a José do Patrocínio e a outros abolicionistas. Seriam amigos por toda a vida. Do ideal abolicionista surgiria uma de suas maiores óperas futuras. No ano seguinte, Gomes retornou à Itália.

Em 1873, Carlos Gomes comporia e regeria “Fosca”, que é considerada pela crítica sua obra-prima, um melodrama em quatro atos. A plenitude do sentimento musical italiano da peça, não impediu que Gomes fosse acusado de incorporar traços fortes wagnerianos. Fosca não obteve grande prestígio junto ao público. Como vemos o sucesso de nosso compositor em terras europeias, já despertava invejas e inimizades.

Assim se expressaria o musicólogo Mário de Andrade a respeito de Fosca: “Não apenas a Fosca representa um grande progresso musical sobre o Guarany, mas esse progresso é principalmente fruto dum esforço de Carlos Gomes, que pretendeu fazer obra já mais complexa que o melodismo passarinheiro da ópera italiana oitocentista. Nesse esforço, Carlos Gomes pretendeu ligar-se à doutrina wagneriana do leitmotif , enriquecendo com isso a sua orquestra e consolidando a estrutura geral da obra”. Estava à frente de seu tempo!

Carlos Gomes casara-se com uma italiana, Adelina Péri, uma aristocrata empobrecida. Da união nasceriam cinco filhos. Se, por um lado, o sucesso profissional lhe sorria, as dores devidas a perdas pessoais consecutivas lhe minavam a alma. Um a um seus filhos foram morrendo em tenra idade, logo acompanhados pela mãe. Na velhice, restar-lhe-ia o filho Carlo com tuberculose avançada, e Ítala, a filha que a ele sobreviveria, e que viria a ser sua primeira biógrafa.

Carlos Gomes, após “Tosca”, “por mero desabafo”, compôs e orquestrou, em seis meses, a ópera “Salvador Rosa”, esta sim, bem ao gosto das plateias da época. Estreando em Gênova, em 1874, a ópera foi um retumbante sucesso.

Em seguida, comporia e regeria “Maria Tudor”. Sua estreia foi um fiasco que provocou um profundo abalo no maestro e compositor. Nem mesmo o sucesso posterior deste clássico dramático, seria capaz de apagar o desgaste do artista, que por dois dias ardeu em febre, ferido em seu amor-próprio. O diplomata Brasílio Itiberê escreveu que nesses dias, pela primeira vez, o operista lhe mostrara “sua língua esbranquiçada com profundos sulcos anormais”, do mal que o iria matar prematuramente.

Em carta ao Visconde de Taunnay, seu amigo, Carlos Gomes escreveu sobre sua desilusão: “Mesmo porque não sou compositor que paga artigos de jornais, coisa que nunca farei, ainda que arrebente”.

Já ao final dos anos 1870, Carlos Gomes, mais que a glória, perseguia a sobrevivência. Abalado por seguidos e profundos desgostos, doente, desiludido, procurava uma situação que lhe permitisse viver no Brasil e ser-lhe útil.

Ainda comporia a grande ópera “Lo Schiavo”, “O Escravo”, levada à cena pela primeira vez em 27 de setembro de 1889, no Rio de Janeiro, com enorme sucesso. A ópera foi dedicada à Princesa Isabel, que assinara a Abolição da Escravatura, no ano anterior. Um detalhe: a encenação teatral baseava-se no século XVI, quando o índio era o escravo dos portugueses. A inclusão do “Hino à Liberdade” foi apoteose imortal dessa maravilhosa peça dramática.

“Carlos Gomes, bem conscientemente, como prova a dedicatória do “Schiavo”, foi em música o companheiro de Castro Alves na campanha abolicionista. Tudo música a serviço de alguma coisa a mais que um simples diletantismo estético”. (Mário de Andrade).

Carlos Gomes contava não mais retornar à Itália. Mas a vida deu-lhe outro destino. Estava à espera de sua nomeação para o cargo de diretor do Conservatório de Música, quando foi proclamada a República, e seu protetor, D. Pedro II, exilado do Brasil.

Visto como amigo e fiel a D. Pedro II, ninguém no meio político ou artístico, por interesse próprio ou por temor dos militares aceitou, em qualquer das Províncias, empregá-lo. Os insignificantes da época diziam que ele abandonara a Pátria, que desprezava até mesmo o idioma português em suas composições, que apresentara em sua última ópera um escravo indígena e não um negro.

Manuel Guimarães, também campineiro, foi o grande amigo e confidente das dores, dos desenganos e desgostos que atormentaram os últimos anos de vida do maior músico dramático do Brasil. As cartas que chegaram até nós dessa relação nos desvendam a inocência e ingenuidade do músico: “Haverá alguém que possa odiar esse caboclo de Campinas, esse caipora?” Na contramão da época, quando o grande músico falava em público, não possuía poses ou atitudes estudadas; falava e escrevia com o coração à flor dos lábios.

Em 1889, após as exibições no Rio, ele transportou sua companhia operística para São Paulo e de lá retornou totalmente endividado. As elites paulistas preferiam adular os novos donos do poder e o “positivismo nacionalista” de um Floriano Peixoto que a arte de “um campineiro não patriota”, reproduzindo-se na vida real o clima policialesco e cínico descrito por Lima Barreto em ‘‘O triste fim de Policarpo Quaresma”.

De todas as calúnias de que foi vítima o grande compositor, aquela que mais lhe doeu foi a que se levantou sobre essa pretensa falta de patriotismo. “Tenho sofrido ultimamente muitos desgostos... De minha parte nada espero do futuro, porque sou muito caipira, não fui feito para adulador e puxa-saco”. “ Eu nunca me naturalizei italiano e por isso fui derrotado em Pesaro, quando me apresentei como candidato brasileiro ao cargo no Conservatório, agora dizem que não prezo meu País”.

Em 1890, vende os direitos de onze peças musicais, inclusive, de “O Guarani” e de “O Escravo”, para pagamento de dívidas. Em 1891 ainda retornaria para uma turnê no Brasil. Mas o empresário que o contratara chegou ao ponto de não lhe dar a passagem de retorno. Sem dinheiro e sem emprego, volta ainda uma vez à Itália, “pois lá ainda tinha algum crédito com amigos”. O filho Carletto, tuberculoso, necessitava de tratamento médico e ele pede por carta ao compadre Manoel que lhe penhore as joias de família que a esposa falecida deixara.

O câncer de língua e garganta já o fazia sofrer dolorosamente. Todavia, as desilusões, as decepções, a ingratidão de seus compatriotas e as dores físicas não lhe haviam quebrado a resistência. O combatente ainda não tombara!

Estrearia duas óperas no Scala de Milão, a “Condor”, com grande êxito, peça mais próxima do recitativo moderno e “Colombo”, em 1892, um poema sinfônico que passou incompreendido pelo grande público, mesmo tendo o admirável “Hino ao Novo Mundo” nele inserido.

Em fevereiro de 1895, escreve: “ É triste, cômico, gastar até o último vintém para no fim ficar prisioneiro de uma feroz inimiga: a Miséria!”

Após tanto sofrimento, em 1896, chega-lhe um convite de trabalho. Lauro Sodré, então governador do Pará, pediu-lhe para organizar e dirigir o Conservatório daquele Estado. Já de viagem marcada para Belém escreve ao amigo Manuel: “ No Rio não me querem nem para porteiro de conservatório! Em São Paulo, em Campinas, idem. No Pará, porém, me querem de braços abertos...Não me querem no Sul, morrerei no Norte... Que me importa, é tudo terra brasileira, amém!”

Embarca no vapor Óbidos para o Brasil. De passagem pela ilha Funchal, tem o prazer de abraçar seu velho amigo, o abolicionista André Rebouças, ali exilado pelos militares no poder. Escreve então: “ Há muitos meses perdi o paladar, meu alimento normal é pão amolecido no leite, nada mais...acrescenta a isso a minha insuportável agitação moral. Só me bastava um emprego, o qual acabo de conseguir no Pará.”

Em 14 de maio, foi recebido pelo povo paraense com enternecedoras manifestações de carinho. Diante de seu estado de saúde, pouco antes de morrer, o governo de São Paulo autorizou uma pensão mensal de dois contos de réis. Mas o emprego e o dinheiro tão arduamente perseguidos chegaram-lhe tarde. Uma única vez ele saiu do hotel e foi até o Conservatório de Música, que jamais chegaria a dirigir. Cercado por amigos, com o governador Lauro Sodré à cabeceira, Carlos Gomes morreu no dia 16 de setembro de 1896.

Dois dias depois do falecimento, o corpo do maestro e maior compositor operístico brasileiro foi transferido para o Conservatório de Música. O cortejo varou a noite de Belém. O carro funerário foi conduzido pelo próprio povo, numa insólita romaria anunciada pelos acordes de “O Guarani” e iluminado pelas velas e archotes levados pela população ou dispostos nas varandas das casas.

O maestro, porém, não foi sepultado em Belém. A pedido do presidente do Estado de São Paulo, Campos Sales, o corpo do compositor foi transportado para cá, agora com honras militares. Uma homenagem tardia e da qual nosso “caipira” seguramente abriria mão.

A memória de Carlos Gomes foi daquelas que mais sofreu em consequência do modernismo. Seu valor artístico foi questionado e teve a imagem hostilizada, sobretudo no início do movimento; era considerado o maior representante de um passado cultural que se queria combater. Oswald de Andrade, com seu conhecido exagero, escreveu: “Carlos Gomes é horrível. Todos nós o sentimos desde pequeninos. Mas como se trata de uma glória da família, engolimos a cantarolice toda do Guarani e do Schiavo, inexpressiva, postiça, nefanda...”e ainda, “de êxito em êxito, o nosso homem conseguiu difamar profundamente o seu país, fazendo-o conhecido através dos Peris de maiô cor de cuia e vistoso espanador na cabeça, a berrar forças indômitas em cenários terríveis.”

A grandiosidade do gênio de Carlos Gomes tardou a ser reconhecida. Nossos modernistas não lhe perdoavam haver se expressado na forma romântica e em italiano! Levantou-se, entretanto, em sua defesa a voz de liderança de Mário de Andrade. Para ele, o ídolo dos modernistas, Villa-Lobos, jamais se opusera a Carlos Gomes, sendo dele, sim, uma continuação. “Não se compreende por que o compositor, homem de seu tempo e de fortes convicções nacionais, não teria o direito de exprimir essas concepções na melhor linguagem que conhecia: a de Verdi!”

Ao final de 1934, Mário escreveu o ensaio “Carlos Gomes e Villa-Lobos”, com o propósito de ressaltar o valor da técnica e do trabalho artesanal na produção do artista, uma de suas prioridades naquele momento. Comparando-os, reconhece que Villa-Lobos é mais genial e melhor pesquisador, no entanto, possui a desvantagem de ser autodidata. “Carlos Gomes é exatamente o contrário. Carlos Gomes tem um “métier” formidável não apenas conseguido à custa dos anos, mas o do operário intelectual que estuda e aprende e enfim sabe pra então principiar a sua criação... Foi honesto, teve o que ninguém quer ter, trabalho. Deu-se a um trabalho a que ninguém quer se dar, o estudo quotidiano e irremediável. E por isso ele ainda se conserva como o Maior”.

Bibliografia:

1. Carpeaux, Otto M.. Uma nova história da música. Zahar Ed., 1958.

2. Kurt Pahlen. A ópera. Boa Leitura Ed..

3. Rodrigues, L. Carlos Gomes, os modernistas e Mário de Andrade. Revista Brasileira de Música, 2011.

4. Andrade, M.de. Compêndio de história da música, 1929.

5. Andrade, Mário de. O banquete. Duas Cidades, 1989.

6. Andrade, Mário de. Evolução social da música no Brasil. Villa Rica, 1991.

118 visualizações

Espaço Literário

Marcel Proust

Redes sociais

  • White Facebook Icon

© 2020 por Carlos Russo Jr.

Todos os direitos reservados