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Marcel Proust

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© 2019 por Carlos Russo Jr.

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Eu poetizo, 1.

Ao meu amor entristecido.

Pediste-me que poetize,

Pois então pousa tua cabeça dolorida

Tão cheia de quimeras, de ideal, de desesperança,

Sobre o colo brando que acolhe,

De teu amor compadecido.

Hás de me contar nessa voz  querida,

Tão querida quando terna,

A tua dor que julgas sem igual,

E eu, pra te consolar, direi o mal

Que à minha alma profunda fez a Vida.

E hás de adormecer nos meus joelhos…

E os meus dedos enrugados, velhos,

Hão de se fazer leves e suaves…

Tais quais flores brancas tombando docemente,

Sobre o teu rosto adorado …

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