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Marcel Proust

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Rimbaud, uma temporada no inferno

Outrora se bem me lembro, minha vida era um festim onde todos os corações se abriam, onde todos os vinhos corriam. Uma noite, sentei a Beleza em meus joelhos… E a achei amarga, E a injuriei. Armei-me contra a justiça. Fugi. Ó feiticeiras, ó miséria, ó ódio, foi a vós que meu tesouro foi confiado! Consegui fazer dissipar-se em meu espírito toda a esperança humana. Sobre toda a alegria, para estrangulá-la, dei o salto surdo da besta feroz. Convoquei os carrascos para, perecendo, morder a coronha de seus fuzis. Convoquei os flagelos para me sufocar com a areia, com o sangue. A infelicidade foi meu deus. Deitei-me na lama. Sequei-me ao ar do crime. E preguei boas peças à loucura. E a primavera me trouxe o HEDIONDO RISO DO IDIOTA.

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