Sobre a Guerra e o sentido da Vida.

A guerra destrói, mas depois reconstrói. A vida constrói, mas depois destrói.


Esse paradoxo é singular na espécie humana, mas não específica dela. De fato, não é verdade que uma guerra entre uma colônia de formigas e os cupins invasores é deveras virulenta? Os invasores, maiores e mais potentes, destroçam a infantaria das formigas, decepando a cabeça dos principais guerreiros. A luta encarniçada só tem fim com a expulsão dos poucos sobreviventes do formigueiro e o fim da rainha-mãe. Da mesma forma, já está bem documentada a união de chipanzés, não raro de grupos diferentes, na perseguição e expulsão de grupos adversários, com não menos violência, pois a terra é finita e a demanda sempre aumenta, salvo alguma catástrofe natural ou induzida pela ação do homem.

Os conflitos citados diferem, porém, da guerra produzida pelo animal humano, embora não na ferocidade e nos vários objetivos inerentes a qualquer confronto. Afinal, ainda somos animais, quer queiramos ou não. As grandes diferenças entre nossas guerras históricas e a dos outros seres vivos são, particularmente, duas: a primeira é a forma ardilosa como ela é feita e a segunda é a progressiva mudança de interesses no curso da própria guerra. De resto, podemos afirmar que o próprio sentido da vida foi sempre volátil para nós, seres humanos, de acordo com o estágio civilizatório que alcançamos. Nesse aspecto, cada progresso no desenvolvimento das capacidades humanas requereu novas maneiras de guerrear e percepções sobre a vida atualizadas.

A forma ardilosa do ser humano fazer a guerra está muito mais associada aos aspectos pouco nobres de instrumentalizá-la, do que na sua execução propriamente dita. Realmente, a forma fingida, enganadora e mentirosa como a preparamos com longa antecedência, supera e muito todas as formas de guerras travadas pelos outros animais. A guerra entre os seres humanos não raro é mitigada por longos períodos de incubação e preparação, sendo a linguagem verbal utilizada para negá-la peremptoriamente. Não estamos a vivenciar exatamente isso agora com a invasão da Ucrânia pela Rússia? Putin não a negou por vários meses, enquanto a planejava? Nos limitamos aqui a registrar um fato, sem emissão de qualquer juízo de valor sobre a referida guerra, sobre a qual já demos nossa opinião anteriormente (I).

A progressiva mudança de interesses na própria guerra, por outro lado, está intrinsecamente ligada aos avanços da ciência para a sociedade tornada globalizada. É fato que a guerra entre as trirremes náuticas na antiguidade clássica difere das batalhas marítimas do período napoleônico, e são ainda mais diferentes das batalhas contemporâneas entre encouraçados atômicos e porta-aviões. Contudo, a ciência serviu para alargar interesses econômicos, aumentar as desigualdades entre nações beligerantes e facilitar a submissão dos povos menos favorecidos por esse progresso científico. As culturas que não tiveram seu mote principal na pilhagem, na extorsão e na exploração dos mais fracos não sentiram a mesma necessidade de avançar rumo ao desenfreado progresso. Este foi usado pelas populações do mundo que não rejeitaram a simbiose fundamental entre o animal humano e a natureza mais como um instrumento de (inter)ligação do meio ambiente com todos os seres vivos, do que com a tão propalada supremacia da espécie humana sobre todas as outras formas de vida, inclusive entre os seus iguais.

O filósofo marxista Terry Eagleton (1943 - ) escreveu um oportuno livro sobre o sentido da vida (1), em que pese seja cheio de contradições. E nem poderia ser diferente, pois desde que a consciência da vida passou a fazer parte do cotidiano dos seres humanos, estes buscam algum significado para ela. Não surpreende, pois, que Eagleton tenha escrito mais de 130 páginas sem apresentar certeza alguma sobre o tema e, mais ainda, tenha sido tão paradoxal a ponto de escrever que:

“Pode ser que o sentido da vida se revele a nós com o final dos tempos, sob a forma de um messias que espera a hora certa para chegar. Ou talvez o universo seja um átomo da unha do polegar de um gigante cósmico”. (ob. cit., pág. 51)

Para mais ao longo do texto, questiona que:

“Talvez o segredo da vida seja não um objetivo a ser perseguido, ou uma verdade a ser apreendida, mas algo que se articula no próprio ato de viver ou em certo modo de vida. Afinal, o sentido de uma narrativa não está apenas em seu fim, mas se encontra no próprio processo de criação”. (ob. cit., pág. 72)

E arremata perguntando:

“e se o sentido da vida for algo que simplesmente não podemos descobrir”? (ob. cit., pág. 73)

Razão e emoção permeiam esse livro instigante, mais pelas dúvidas que o autor carrega do que pelas certezas colocadas. Em outras palavras, a beleza do livro de Eagleton está na dicotomia entre o que de fato ele enxerga e o que ele gostaria que a vida fosse. Ao final do livro, ele parece render-se à metafísica evidente entre a mente e a matéria para propor um final feliz para a humanidade:

“De acordo com a teoria que proponho, dois dentre os mais fortes candidatos ao sentido da vida – o amor e a felicidade – não se excluem reciprocamente. Tampouco há conflito entre felicidade e moralidade, pois o tratamento justo das outras pessoas, pautado pela compaixão, é, em escala geral, uma das condições para que o indivíduo prospere”. (ob. cit., pág. 129)

O problema é que Eagleton reconhece esse anseio como utópico, pois numa comunidade de grande porte sempre haverá justamente o conflito entre a felicidade geral de toda a população e a moralidade dos atos políticos que se fizerem necessários para a integralidade de qualquer nação. Nesse ponto, ele parece esquecer os ensinamentos de Hobbes (2), para quem o homem tem como primazia a satisfação dos seus interesses e paixões particulares, além de viver, naturalmente, em estado de guerra uns com os outros. Talvez por isso, ao se dar conta do que escreveu, e recusando-se a aceitar o fato de que Hobbes tinha razão, propõe:

“O que precisamos é de uma forma de vida que seja tão completamente sem sentido quanto as performances dos músicos de jazz, que não tenham um propósito utilitário e não exprimam um anseio metafísico, mas sejam, em si mesmas, um deleite, e não precisem de outra justificativa além de sua própria existência. O sentido da vida encontra aí a falta de sentido”. (ob. cit., pág. 132)

Contudo, a falta de sentido da vida para Eagleton pode ser a essência da vida para muitos dos seus pares. Pois na medida em que existimos, e sabemos que existimos, precisamos desesperadamente de algum sentido para nós. Talvez daí a guerra tenha feito parte do animal humano desde que ele floresceu como consciência do mundo. A estrada que está nos levando para um possível apocalipse, quiçá a fusão do homem com a máquina, na melhor das hipóteses, não tinha apenas uma direção. Ela, a estrada humana, poderia ter nos levados por um caminho menos tortuoso, mais bucólico e contemplativo. Assim, o homem hoje seria muito mais parecido com um animal herbívoro, que apenas rumina o que come o dia inteiro, além de satisfazer suas necessidades físicas e hormonais mais prementes. Mas onde estaria o sentido de uma vida dessa?


Para Schopenhauer, o homem não pode ter uma vida bucólica, porque dela deriva o tédio (3). A futilidade da contemplação, associada aos apetites carnais e materiais, é a soma que produz a “Vontade”, esse monstro a nos habitar internamente pelo desejo perene de realizações e glórias. Ora, não é a guerra o meio mais real, mais mundano e mais instantâneo para a glória? A própria história não é escrita pelos vencedores? Que outro sentido mais monumental teria existido para os seres humanos de outrora do que a busca da eternidade pela conquista? Para além das necessidades de acomodação e reprodução da nossa espécie, as guerras sempre tiveram um ato de fruição. Dominar para usufruir. A vontade humana de acumular obsessivamente tudo e todos a sua volta personificada no ato de posse.

Por conseguinte, a guerra sempre representou para os seres humanos uma necessidade e um fetiche: a necessidade de um grupo permanecer vivo, à medida em que se expandia, e o fetiche, a glória da vitória contra seus adversários momentâneos, com inscrição do nome dos vencedores na história. Juntos, necessidade e fetiche são os motores da nossa história. Em outras palavras, no fundo, a vida só fez sentido para nós porque vencemos as intempéries que ela nos trouxe na nossa jornada neste planeta e porque pudemos gozar dessa vitória, enquanto espécie. Pelo menos até hoje.

Todavia, o que se apresenta como desastre derradeiro para nós não é um novo cometa, capaz de produzir grande destruição no nosso planeta, como aconteceu na época dos dinossauros. Ainda que o cosmo seja cheio de surpresas, essa chance a curto/médio prazo parece remota. Também não nos parece provável que uma guerra em larga escala, a tal 3ª Guerra Mundial, aconteça no curto prazo, apesar do atual momento delicado decorrente da invasão da Ucrânia pela Rússia. A linha vermelha dos botões atômicos já esteve até mais próxima de ser ultrapassada (II) do que neste momento. Salvo uma patologia de autodestruição ainda não detectada nos atuais líderes mundiais, os ânimos serão serenados, os egos massageados e o grande capital renascerá dos escombros da crise do subprime americano de 2008. Por último, mas não menos importante, se a pandemia mostrou que permanecemos à mercê dos humores da natureza difamada, dilacerada e tornada mercadoria, também não parece ser o advento de uma nova pandemia, nos moldes da COVID-19, que irá pôr fim à aventura humana na terra. Como tudo na vida possui os dois lados, o bom e o ruim, o progresso científico, nesse caso, pode nos dar uma sobrevida, como vem dando ao longo das últimas décadas, nos salvando de tantas epidemias e catástrofes naturais.

Entretanto, tudo tem um preço. E é aí que reside o perigo para toda a vida existente na Terra, inclusive a nossa.


Realmente, a falta de significado prenhe de monstros, de que fala Schopenhauer, pode tornar a “Vontade” que existe dentro de nós em um delírio sem precedentes. Nesse sentido, como até hoje não fomos reduzidos a cinzas por um cometa, nos arvoramos a sermos nós esse cometa estelar. A busca incessante pela capacidade de habitar outros mundos tem esgotado nossos recursos naturais e os cérebros humanos em busca de uma glória incógnita fora da Terra. Para além dos alertas proferidos por especialistas (III) por causa desse esforço mundial das principais potências na viabilização de colonizar novos planetas, duas situações são mais graves: a primeira é que não existe certeza alguma a curto/médio prazo de que poderemos, sim, estabelecer núcleos humanos fora da terra; a segunda é a certeza de que, caso isso seja possível algum dia, não beneficiará todos. Na verdade, atenderá apenas uma minoria. O que faremos com os corpos que sobrarem em um mundo destruído?

O outro preço a cobrar a nossa permanência como espécie na contemporaneidade de guerras incessantes, porém localizadas, de baixo potencial exterminador da espécie humana, é a perda não do sentido da vida, mas a perda de todos os sentidos. Ao brutalizarmos o único lugar atualmente conhecido que permite o florescimento da vida humana, na buscar pela glória reprodutora de heróis que, no fundo, não passam de lendas, não estamos mais reproduzindo vidas, mas mortes. A guerra pós-moderna não se assemelha mais às guerras mitológicas, que buscavam lugares mais aprazíveis para o povo conquistador. Nem se resume apenas ao campo de batalha. Na verdade, as guerras drônicas, nano-guerras e guerras virtuais, que atingem a todos e a tudo à nossa volta, sem que sequer nos apercebamos do que está acontecendo, não nos permitem nem mesmo correr para o nada, como aquela garota japonesa da foto, que fora atingida em parte pela bomba atômica. Correr para onde, se não sabemos de onde vem o estilhaço? Como diz MBEMBE (4):

“Visto sob esse prisma, o brutalismo não está no limite do político. Tampouco é um evento reduzido às circunstâncias do momento. É ao mesmo tempo político e estético. É uma política que desencadeia um metabolismo social cuja finalidade é a aniquilação ou incapacitação de classes distintas da população, e que, na era do Antropoceno, conquista essa aniquilação ou incapacitação por meio da gestão de resíduos de todos os tipos. O brutalismo é, desse ponto de vista, uma forma de naturalização da guerra social. A guerra em geral é apresentada não apenas como uma expressão da própria vida, mas também como a mais alta manifestação da existência humana. Considera-se que a verdade da vida deve ser buscada pelo lado da força destrutiva. A destruição é reveladora da sua verdade última, sua principal fonte de energia. É ao mesmo tempo inesgotável e irrefreável”. (ob. cit., pág. 49)

O derradeiro preço a pagar talvez seja o mais desafiador e perigoso, a saber, a natureza difamada, dilacerada e feita mercadoria. A mensagem peculiar da natureza, para quem a ouve, já passou da fase da mera reclamação pelas ignomínias dos seres humanos, bem como de lamento e alerta para os perigos que essas ações predatórias causarão ao planeta. A verdade é que Gaia (IV), ainda de maneira parcimoniosa, já começou a se vingar. Só não vê quem não quer ou ignora cinicamente. Eu poderia citar inúmeros cientistas que já afirmaram que o “ponto de não retorno” quanto às mudanças climáticas e à civilização como conhecemos hoje já foi ultrapassado. Escrevendo para o jornal britânico “The Independent” em 2004, Lovelock afirmou: “Bilhões de nós morrerão e os poucos casais férteis de pessoas que sobreviverão estarão no Ártico onde o clima continuará tolerável”. Quase 20 anos depois, praticamente nada foi feito de concreto para mitigar o nosso devir. De fato, infelizmente, a última reunião dos líderes mundiais sobre o aquecimento global, a COP26/2021, não trouxe bons augúrios. Não é preciso voltar ao tempo de Roma para perceber que o presságio da catástrofe já está anunciado.

Ora, com preço tão alto a pagar, não surpreende a hesitação de Eagleton em relação ao sentido da vida. Escrevendo na última página do livro, como que suspirando por dias melhores, ele diz:

“É típico da modernidade deixar as questões em aberto. Pois a modernidade é a era em que os humanos reconheceram que são incapazes de concordar, mesmo em relação às questões mais vitais e importante ... Mas, num mundo em que o perigo nos assola por todos os lados, nossa incapacidade de encontrar sentido em comum é tão alarmante quanto revigorante”. (ob. cit., pág. 132)

Acredito que o sentido da vida, se é que existe algum, está na tolerância coletiva entre todos os seres. Não a tolerância servil, no sentido da impunidade. A tolerância a que me refiro é aquela da aceitação da subjetividade e singularidade de cada ser vivo. Para além de ideologias, religiões, partidos e mercadorias, apenas um mundo mais magnânimo/generoso poderá reverter os infortúnios pelos quais o planeta passou e continua a passar até hoje. A espécie humana tem o péssimo hábito de achar que a história natural coincide com a sua história. Poucas pessoas já se deram conta de que o repentino desaparecimento do animal humano, como num passe de mágica, não mudaria para pior o fluxo da vida na terra (V). Pelo contrário. A saída de cena da nossa espécie, tomando por base nossas ações de extermínio da fauna e flora do globo terrestre ao longo dos últimos milênios, soaria como um alívio para um ecossistema que agoniza.

O leitor perspicaz de pronto perguntará: mas como alcançar essa generosidade coletiva? Sinceramente não sei. Nos meus momentos mais insones, me debato com essa pergunta angustiante. Porque a resposta não estará jamais na felicidade individual, como já pregaram os liberais da época de Adam Smith ou os neoliberais da geração de Margareth Thatcher e Ronald Reagan, para quem “there is no alternative” ou TINA, seu acrônimo, sobre a globalização e seus efeitos. Tampouco uma felicidade geral produzida artificialmente, sob a chibata autoritária dos ditadores pseudo-socialistas/comunistas, como os produzidos ao longo do século XX, ou seja, o que atualmente vem sendo chamado de capitalismo de Estado, parece ter atingido, minimamente, esse objetivo.

Destarte, para finalizar sem a mesma hesitação que Eagleton, penso ser razoável supor que a minha geração ainda não verá a blasfema humana final contra a natureza. Nem a sua própria extinção. Portanto, só me cabe torcer, já que, como escreveu SAGAN a Robert Pope em 1996 (VI):

“Eu não sou um ateu. Um ateu é alguém que tem evidências atraentes de que não há um Deus judeu-cristão-islâmico. Eu não sou tão sábio, tampouco considero haver qualquer coisa próxima de uma evidência adequada para tal deus. Por que vocês têm tanta pressa em se decidir? Por que não simplesmente esperar até que haja evidências atraentes?”.

Que assim seja. Enquanto isso, pelo menos 26 mães e 13.700 recém-nascidos morreram desde o início do ano por falta de comida no Afeganistão, segundo dados do Ministério da Saúde de lá (VII). Isso exemplifica a completa falta de sentido da vida que impera no nosso mundo, sendo a verdadeira guerra a ser travada.



André Márcio Neves Soares*


REFERÊNCIAS

1 – EAGLETON, Terry. O SENTIDO DA VIDA: Uma Brevíssima Introdução. São Paulo. Editora Unesp. 2021;

2 – HOBBES, Thomas. LEVIATÃ.

3 – SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e representação.

4 – MBEMBE, Achille. BRUTALISMO. São Paulo. n-1 edições. 2021.


NOTAS

I – Já escrevemos nossa opinião a respeito dessa guerra em dois artigos que pode ser consultado via internet, com os títulos “SOBRE A INEVITÁVEL ESCALADA” e “AS MÁSCARAS ATUAIS DA HUMANIDADE”;

II – A escalada atômica depois que os Estados Unidos despejaram suas bombas em Hiroshima e Nagasaki encontrou seu apogeu na década de 1960, em plena guerra fria;

III – Talvez a mais séria advertência tenha vindo do físico Stephen Hawking, quando ainda estava vivo, de que a humanidade deveria sair do planeta em até 100 anos, se ainda pretender existir. Obviamente, ao pronunciar essa advertência, Hawking tinha plena consciência da destruição da Terra promovida pela própria humanidade. Para quem tiver interesse, acessar: https://oglobo.globo.com/saude/ciencia/vamos-precisar-deixar-terra-em-100-anos-diz-stephen-hawking-21288410;

IV – Para quem desejar se aprofundar nesse tema específico, sugiro o livro do pesquisador e ambientalista britânico James Lovelock “A Vingança de Gaia”.

V – Sugiro a leitura do livro do jornalista estadunidense Alan Weisman “O Mundo sem Nós”.

VI - Achenbach, Joel (10 de julho de 2014). «Carl Sagan denied being an atheist. So what did he believe? [Part 1]». The Washington Post. Nash Holdings LLC. Consultado em 28 de Junho de 2015.

VII - https://www.ihu.unisinos.br/617425-cabul-quase-14-000-recem-nascidos-morreram-desde-o-inicio-do-ano-por-falta-de-comida;


*André Márcio Neves Soares é mestre e doutorando em Políticas Sociais e Cidadania pela Universidade Católica do Salvador – UCSAL, e integrante do Núcleo de Estudos sobre Educação e Direitos Humanos (NEDH).

113 visualizações1 comentário