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“Helenismo e o Teatro Grego”

Sinopse: Vernant afirmou ”se a Grécia constitui o ponto de partida de nossa ciência, filosofia, se inventou a razão, a política e a democracia no sentido em que as entendemos; se deu à cultura ocidental seus traços mais marcantes, procurar explicar o que é chamado de milagre grego é tentar situar a nossa própria origem no lugar que lhe cabe na história humana.”

A religiosidade grega para ser compreendida necessita que esqueçamos conceitos como “fé” e “crença” do modo como são entendidos nos nossos dias. A religião grega não possuía um livro, uma bíblia, ou uma Igreja. O que existia era o sacerdócio, apanágio de algumas famílias antigas e que gradualmente transformou-se em magistraturas, que como outras funções cívicas, possuíam delegados eleitos pelo voto. Mas diferentemente de nossas religiões ocidentais, jamais existiu a figura do corpo sacerdotal permanente, profissional, do mesmo modo como não existia uma teologia, nem dogmas e muito menos credos. O “crer” do grego é inseparável do conjunto das relações sociais e das práticas sociais. Ou seja, entre o sagrado e o profano não existe uma oposição radical ou um corte rígido.

Seria uma tarefa ingrata a tentativa de hierarquizarem-se as invenções do espírito grego. Afinal, um povo que criou a filosofia, as bases para a análise científica da natureza, o raciocínio abstrato, a matemática e o cálculo, o conhecimento aguçado do comportamento psíquico do homem, qual destas contribuições teria sido a mais importante? Por outro lado, se identificarmos em toda a cultura helênica qual criação foi não necessariamente a mais decisiva, mas, sim, a mais ousada, não teremos dúvida de que tenha sido o Teatro Grego.

Autor: Carlos Russo Jr.

Ano: 1998.

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